Ministros do STF comentam morte de negro no Carrefour: "barbárie"

Aposentado negro foi morto após ser abordado por seguranças na cidade de Porto Alegre.

Nesta sexta-feira, 20, Dia da Consciência Negra, o fato que dominou as redes sociais e a imprensa foi a morte de um negro abordado por seguranças em loja do Carrefour, na gaúcha Porto AlegreO episódio está sendo comparado ao caso norte-americano de George Floyd, assassinado por policiais e que foi o estopim para as manifestações populares do Black Lives Matter, nos EUA. Diante da tragédia, ministros do STF e outras autoridades nacionais reagiram.

O ministro Gilmar Mendes, do STF, se manifestou em seu Twitter. S. Exa. disse que o episódio só demonstra que "a luta contra o racismo e contra a barbárie está longe de acabar" e enfatizou: "Racismo é crime!"

Alexandre de Moraes disse em um tweet que "o bárbaro homicídio escancara a obrigação de sermos implacáveis no combate ao racismo estrutural, uma das piores chagas da sociedade" e prestou solidariedade à família.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, enviou sentimentos em nome da Casa. E também ressaltou que a cultura do ódio e do racismo deve ser combatida na origem, "e todo peso da lei deve ser usado para punir quem promove o ódio e o racismo".

Dani Alcolumbre, presidente do Senado, disse que o ocorrido "estarrece e escancara a necessidade de lutar contra o terrível racismo estrutural que corrói nossa sociedade".

O senador Fabiano Contarato (Rede-ES) apresentou denúncia no Conselho Nacional de Direitos Humanos contra o Carrefour. "Esse crime brutal e racista precisa ser punido. Apresentei denúncia contra o Carrefour no Conselho Nacional de Direitos Humanos, pedindo apuração", afirmou.

A OAB emitiu nesta sexta-feira, 20, nota oficial em que lamenta a morte de João Alberto. Para a Ordem, "a conscientização para combater o racismo estrutural é tarefa complexa e fundamental" e "há necessidade de uma construção de esforços imediatos, concretos e afirmativos - entre todas as entidades públicas e privadas que formam a força dessa nação".

A entidade afirmou que irá acompanhar todo o processo de investigação para que para que os responsáveis pela morte do João Alberto possam responder pelos seus atos, na forma da lei.

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